Primeiro artista de quadrinhos do Brasil,
um dos primeiros do mundo. Caricaturista, ilustrador, e crítico, Ângelo
Agostini nasceu na cidade italiana de Vercelli, Piemonte em 1843. Passou a
infância e a adolescência em Paris, e chegou à São Paulo em 1859, com dezesseis
anos, acompanhando sua mãe, que estava em turnê lírica pelo país.
Tem sua estreia como desenhista no ano de 1864, na revista “Diabo Coxo”,
o primeiro periódico ilustrado paulistano
e começa a fazer ilustrações satíricas, usando o imperador Dom Pedro II
como tema constante. As Charges que faz contribuem para aumentar a agitação poli
em torno da abolição da escravatura.
Em 1867, muda-se para o Rio de Janeiro, capital do Império, onde
trabalhava nas revistas “O Mosquito” e “Vida Fluminense”. Continua com seu
estilo satírico e traço único, que se descolavam das caricaturas francesas.
Nesta revista “Vida Fluminense”, Agostini publica, em 30 de outubro de 1869, “
Nhô-Quim”, ou “Impressões de uma Viagem à Corte”.
Em 1º de janeiro de 1876 funda a “Revista Ilustrada”, onde cria em 1883
seu personagem mais célebre, Zé Caipora, em “As aventuras de Zé Caipora”. O
artista dirige a revista até 1888, quando parte para a Europa. Quando retorna
ao nosso país, ele republica Zé Caipora, na revista Dom Quixote e também pela
editora “O Malho”, onde trabalhou até 1910. Nesta última, ele foi o responsável
pela criação da “Revista Tico-Tico”, considerada a primeira revista de
quadrinhos no Brasil.
Agostini falece em 1910, e é o maior e mais influente cartunista do Segundo
Império com grande ascendência sobre outros desenhistas.
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