
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Ziraldo

"Desde que nasci, isto é, desde quando tenho consciência de minha existência, desenhava em todos os lugares, na calçada, nas paredes, na sala de aula. Posso afirmar que a minha infância foi muito boa. Rodei ppião, joguei bola de gude. Achei ótimo brincar de cabra-cega, pular carniça (brincadeira também chamada de "pula-sela"), soltar pipa. Tudo por minha conta. Foi um barato! Fui muito feliz, se tivesse sofrido um pouquinho mais, tava ai escrevendo romances poderosos".
Nascido no dia 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Minas Gerais. Ziraldo Alves Pinto, o primogênito de sete filhos, tem esse nome por causa de uma combinação dos nomes de seus pais Zizinha e Geraldo.
Ziraldo ficou famoso nos anos 60
quando no Brasil, foi lançada uma revista feita toda por um único autor, era a
Turma do Pererê. Durante a Ditadura Militar, juntou-se com outros autores e
criou o PASQUIM, que até hoje deixa saudades entre uma legião de leitores.
Assim como também seus quadrinhos The Supermãe e Mineirinho – o come-quieto.
Mas além de cartunista e cartazista, ele também é pintor, escritor, jornalista,
teatrólogo, caricaturista e chargista.
Nunca poderemos esquecer-nos do
mais famoso personagem criado por ele. O menino maluquinho. Garoto travesso que
conquistou nossos corações e teve varias versões além do personagem do livro.
Ele virou história em quadrinho, virou game, virou até um filme.
Ufa! Que homem de sucesso. Trabalha
tanto, que seus trabalhos já foram traduzidos para diversos idiomas. Mas se a
curiosidade aumentou, dá uma olhada no site dele, tem diversas informações.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Nossa primeira História em Quadrinhos

Existe uma grande
discussão em torno do surgimento da primeira história em quadrinhos no mundo,
como vimos em outro post aqui do Blog, foi nos Estados Unidos, com o Yellow
Kid, que surgiu o primeiro quadrinho com formato consagrado hoje em dia, com
balões de textos completando os desenhos. Mas podemos dizer que o Brasil já
estava se preparando para isso com nosso conhecido ítalo brasileiro Ângelo
Agostini.
Agostini, autor de
desenhos de teor cômico, mas ainda assim de cunho crítico, utilizava-se em suas
histórias dos cortes gráficos que viriam a ser um dos elementos determinantes
na futura criação das histórias em quadrinhos.
Ângelo Agostini,
produzia no Brasil em 1969, uma revista ilustrada, com personagens, que se
tornaram pioneiros na história das HQ’S. A diferença entre a criação de Ângelo
e de Richard é que as histórias ilustradas de um não continham balões e
onomatopeias como as do outro, que apenas tinham textos, como se fossem
legendas.
Aqui no Brasil, o que
deu início às HQ’S, foram as histórias ilustradas de Agostini. Em 30 de janeiro
de 1869 surgiu, então, a primeira história em quadrinhos brasileira, As aventuras de Nhô Quim. Publicada pela revista Vida Fluminense, do Rio de Janeiro. A história ilustrada,
contava em episódios, as desventuras de um homem simples do interior do Brasil.
O primeiro capítulo possuía 20 imagens em páginas duplas e chamava-se "De Minas ao Rio de Janeiro".
Já no início do século
XX, surgiram revistas para crianças que traziam quadrinhos de grandes sucessos,
as mais conhecidas eram Tico-Tico e
Sesinho. Mas a partir de da década de 60, chegaram às bancas, as revistas
de quadrinhos que levaram os quadrinhos ao auge do sucesso, A Turma do Pererê, de Ziraldo e A Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.
Alegrando assim, a vida dos leitores de todas as idades que apreciam este
gênero tão delicioso.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
A origem das histórias em quadrinhos
Nos últimos anos, a onda de livros, tenta encontrar na
teoria da evolução, explicação para a compulsão humana por contar e ouvir
histórias.
Pensando no sentido amplo das histórias em quadrinhos,
que é o de narrar por meio de sequências de desenhos, podemos perceber que a
origem deste conceito é bem antiga. Afinal, desde os tempos primórdios,
lá na pré história, os homens contavam suas vidas através de sequências
desenhadas nas paredes das cavernas, e assim descobrimos um pouco do inicio do
mundo.
Mas podemos dizer que a primeira HQ, foi criada pelo
norte americano Richard Felton Outcault, em 1895. Ele foi responsável pelo
enorme sucesso de Yellow Kid, O menino amarelo. Essa tirinha causou uma enorme
briga entre os jornais dos Estados Unidos, para ver quem iria publicá-las.
Com este querido personagem criou-se um novo gênero de
leitura. Histórias recheadas de aventuras e imagens, cheia de balões com textos
e tudo bem fragmentado em quadros sequênciados.
Depois que o Yellow Kid surgiu na América do norte, as
historias em quadrinhos começaram a fazer sucesso também no Ocidente e na
Europa e a partir daí surgiram alguns cartunistas célebres.
No início do século XX, os quadrinhos passaram a ser
indispensáveis nas páginas dos jornais. Nesta mesma época, surgiu o personagem
Krazy kat, criado por George Herriman, abrindo assim, um novo olhar para as
histórias com animais sendo personagens centrais, como o Gato Félix, de Pat
Sullivan e Mickey Mouse de Walt Disney.
Nos anos que se seguiram, foram criados outras
histórias, e muitos outros personagens, assim como o Tintin do autor belga
Hergé, Betty Boo de Max Fleischer, Tarzan, de Harold Foster. E também X-men,
Homem Aranha, Batman, Super-Homem, e os heróis da Marvel.
Claro que com o tempo as técnicas foram aperfeiçoadas,
e assim, ganhamos diversos personagens fofos, corajosos, brigões, inteligentes,
curiosos e engraçados. Assim como o Calvin e o Haroldo, a Mafalda e o mais
querido cãozinho, Snoop junto com a turma do Charlie Brown, sempre dando lição
de moral. Sem falar, na nossa divertida Turma da Mônica, mas esse é um assunto
para outra postagem.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Feras trabalhando.
Para que possamos nos tornar muito feras, precisamos trabalhar duro na produção das nossas histórias.
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